10 curiosidades sobre a transição capilar que toda cacheada deveria conhecer

A transição capilar pode parecer apenas uma mudança de visual, mas para quem decide abandonar alisamentos, progressivas ou relaxamentos, o processo envolve uma série de mudanças nos fios. Em determinado momento, é comum ter uma parte do cabelo com a textura natural e outra ainda modificada pela química.

E é justamente nessa fase que surgem dúvidas: por que o cabelo parece mais seco? Por que alguns cachos aparecem diferentes dos outros? É possível acelerar o crescimento? E afinal, todo mundo precisa fazer o famoso “big chop”?

Confira algumas curiosidades que ajudam a entender melhor esse processo.

1. A transição não começa quando você corta o cabelo

O início da transição acontece quando a pessoa decide parar de utilizar procedimentos químicos que alteram a estrutura dos fios e deixa o cabelo natural crescer.

Por isso, não é obrigatório cortar tudo de uma vez. Algumas pessoas preferem retirar a parte com química aos poucos, enquanto outras optam pelo chamado big chop, que remove de uma vez a maior parte dos fios alisados. (Tua Saúde)

2. O cabelo pode ficar com duas texturas ao mesmo tempo

Essa talvez seja uma das fases mais curiosas da transição.

Enquanto a raiz nova cresce com sua textura natural, o comprimento continua apresentando os efeitos do procedimento químico anterior. O resultado pode ser um cabelo com raiz ondulada, cacheada ou crespa e pontas lisas.

Essa diferença também pode tornar os fios mais difíceis de finalizar e mais suscetíveis à quebra na região de encontro entre as duas texturas.

3. O cabelo cacheado não é necessariamente mais “fraco”

O problema não está simplesmente em ter cachos. A própria estrutura curva ou espiralada do fio faz com que a oleosidade produzida no couro cabeludo tenha mais dificuldade para percorrer todo o comprimento.

Por isso, cabelos cacheados e crespos podem apresentar maior tendência ao ressecamento e à quebra, especialmente quando sofrem agressões químicas, calor excessivo ou tração. (Terra)

4. Seu cabelo pode parecer mais seco mesmo quando está saudável

Nem todo cabelo sem brilho ou com bastante volume está necessariamente danificado.

Nos fios com curvatura, a luz não é refletida da mesma maneira que em uma superfície lisa. Além disso, a distribuição da oleosidade natural é diferente. Por isso, textura, volume e frizz não são automaticamente sinais de cabelo danificado. (Dermatologia e Saúde)

5. O famoso “big chop” não é obrigatório

O nome pode assustar, mas o big chop nada mais é do que um grande corte para retirar a parte do cabelo que ainda possui química.

Quem não quer cortar curto pode fazer a transição gradualmente, aparando as pontas ao longo dos meses. A escolha depende do comprimento desejado e de quanto a pessoa está confortável em retirar de uma vez. (Tua Saúde)

6. O crescimento acontece na raiz, não nas pontas

Parece óbvio, mas muita gente procura maneiras de “fazer o cabelo crescer” quando, na verdade, o desafio durante a transição também pode ser evitar que o comprimento que já cresceu se quebre.

Segundo informações compiladas pelo Tua Saúde, o cabelo cresce em média cerca de 1 a 1,5 centímetro por mês, embora esse ritmo varie de pessoa para pessoa. (Tua Saúde)

7. A finalização pode mudar completamente a aparência dos cachos

Um mesmo cabelo pode apresentar aparências muito diferentes dependendo da forma como é finalizado.

Fitagem, técnicas de definição, quantidade de produto e maneira de secar podem alterar bastante o resultado visual. Por isso, experimentar diferentes formas de finalização pode ajudar a descobrir como os fios respondem melhor.

8. Dormir com o cabelo de qualquer jeito pode atrapalhar o “day after”

Quem tem cabelo cacheado ou crespo provavelmente já passou pela situação de acordar e encontrar os cachos completamente diferentes do dia anterior.

A fricção durante o sono pode aumentar o frizz e desmanchar a definição. Por isso, algumas pessoas utilizam técnicas como fronha ou touca de cetim, coque abacaxi e outras formas de proteção dos fios.

9. Não existe uma única rotina perfeita para todas as cacheadas

Uma das maiores armadilhas da internet é acreditar que existe um produto ou cronograma que funciona da mesma maneira para todo mundo.

Espessura, curvatura, porosidade, histórico químico, frequência de lavagem e exposição ao calor são alguns dos fatores que influenciam o comportamento dos fios.

Ou seja: o produto que deixou o cabelo de uma influenciadora incrível pode não produzir o mesmo resultado no seu.

10. A transição pode durar meses — ou até anos

Não existe um prazo universal.

O tempo depende principalmente do ritmo de crescimento, do comprimento que a pessoa deseja manter e da decisão de retirar ou não a parte alisada aos poucos. Para quem opta por cortar toda a parte com química, a retirada pode acontecer de uma vez; para quem prefere preservar o comprimento, o processo pode levar bem mais tempo. (Tua Saúde)

E quando o cabelo parece “não ter mais jeito”?

Durante a transição, é comum surgir frustração. O cabelo pode apresentar duas texturas, frizz, dificuldade para definir e pontas danificadas.

Nesse período, cuidados básicos fazem diferença: evitar excesso de calor, desembaraçar os fios com cuidado, manter uma rotina adequada de hidratação e observar sinais de quebra ou alterações no couro cabeludo.

A Academia Americana de Dermatologia também destaca que cabelos cacheados e muito crespos apresentam maior propensão a ressecamento e quebra e recomenda uma rotina de cuidados adequada à textura dos fios. (Academia Americana de Dermatologia)

Importante: dicas de internet não substituem avaliação profissional. Em casos de queda intensa, falhas, coceira persistente, descamação ou outras alterações no couro cabeludo, o ideal é procurar um dermatologista.

Compartilhamento