A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), abriu o jogo sobre os bastidores da eleição e a confusão que acabou afetando o resultado das urnas no primeiro turno. Com uma diferença mínima de apenas 168 votos para garantir a vitória direta, ela acredita que a associação visual com o PL foi determinante para o alto índice de votos nulos.
A confusão entre o 11 e o 22
Em entrevista ao programa Política em Minutos, da LeoDias TV, Celina explicou que a proximidade com nomes de peso do PL, como Bia Kicis e Michelle Bolsonaro, pode ter gerado um curto-circuito na cabeça dos eleitores. Como ela fez campanha ao lado dessas aliadas, muitos apoiadores acabaram digitando o número 22 — da legenda liberal — na urna, acreditando estar votando na governadora.
Impacto real nos votos
Os números são expressivos: mais de 26 mil votos foram anulados ao digitar 22 para o cargo de governador. Embora não seja possível identificar a intenção de cada eleitor, a governadora reforça que a associação constante nas peças publicitárias acabou gerando esse equívoco. Celina atingiu 49,93% dos votos válidos, batendo na trave para evitar o segundo turno.
Reta final: segundo turno e críticas ao adversário
Agora, Celina Leão foca na disputa contra Leandro Grass (PT). Além de ajustar a comunicação para reforçar o número 11, a governadora não poupou críticas ao opositor, acusando sua campanha de disseminar material apócrifo e fake news. Para ela, o objetivo dos ataques é confundir o eleitorado e minar sua trajetória rumo à vitória no segundo turno.


















