A empresária e lobista Roberta Luchsinger, conhecida por sua trajetória no setor de tecnologia e saúde, tomou uma decisão drástica recentemente: retirar suas duas filhas, de 16 e 21 anos, do Brasil. O motivo alegado pela sócia de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, seria uma série de ameaças à segurança de sua família.
A origem das tensões com a família presidencial
Segundo Luchsinger, o estopim para a insegurança teria sido uma fala do presidente Lula durante uma entrevista à TV Globo, na qual ele a classificou como “pilantra”. Em declaração à CNN, a empresária afirmou que, caso algo ocorra com ela ou com suas filhas, o presidente seria o responsável, intensificando o clima de hostilidade pública em torno de seu nome.
Conexão com Protógenes Queiroz
Roberta foi casada com o ex-delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, figura central da Operação Satiagraha, que investigou Daniel Dantas em 2008. Atualmente, Protógenes vive asilado na Suíça, após condenações por violação de sigilo funcional. A história do ex-casal é marcada por controvérsias, incluindo relatos de que o ex-delegado pretendia investigar Lulinha na época de sua atuação na PF.
Investigações e a Operação Sem Desconto
Além das ameaças, a empresária, que possui raízes familiares em bancos suíços, enfrenta problemas com a Justiça. Tanto ela quanto Lulinha são investigados na Operação Sem Desconto, que apura um esquema de fraudes no INSS. A Polícia Federal aponta suspeitas de que Luchsinger atuasse como intermediária em contratos com o governo federal.
Repasses financeiros sob suspeita
As investigações da PF também destacam o recebimento de R$ 1,5 milhão por parte de Luchsinger, valor repassado pelo lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. Mensagens interceptadas indicam que o montante teria como destino o “filho do rapaz”, referência que os investigadores associam a Fábio Luís Lula da Silva.


















