Fidel Ernesto Castro Calis, de 31 anos, foi incluído na lista de sanções americanas em meio ao endurecimento da política de Donald Trump contra o governo cubano
Os Estados Unidos anunciaram novas sanções contra Cuba e incluíram entre os alvos Fidel Ernesto Castro Calis, neto de Raúl Castro. A medida faz parte de uma nova rodada de pressão econômica e política do governo de Donald Trump sobre a ilha.
A decisão foi anunciada na quinta-feira (3) e também atingiu cinco empresas cubanas ligadas a setores considerados estratégicos, como energia, mineração e sistema financeiro.
Fidel Ernesto Castro Calis tem 31 anos e é filho de Alejandro Castro Espín, uma figura de influência dentro da estrutura de segurança cubana. Segundo o governo americano, a sanção foi aplicada em razão de sua condição de familiar adulto de uma pessoa já submetida a restrições pelos Estados Unidos.
O que muda com a sanção
As medidas impostas por Washington bloqueiam eventuais ativos que estejam sob jurisdição americana e restringem transações com cidadãos, empresas e instituições financeiras dos Estados Unidos.
Na prática, a inclusão na lista de sanções pode dificultar o acesso a operações financeiras internacionais que tenham conexão com o sistema americano.
Além do neto de Raúl Castro, o pacote anunciado pelo governo Trump alcançou empresas cubanas consideradas importantes para a economia do país, entre elas o Banco Exterior de Cuba e companhias ligadas aos setores de níquel e energia.
Pressão contra a elite cubana
A nova medida faz parte de uma estratégia mais ampla adotada pelo governo Trump para aumentar a pressão sobre a estrutura política e econômica de Cuba.
Nos últimos meses, Washington já havia ampliado as restrições contra empresas estatais e integrantes de organizações ligadas ao governo cubano. Em agosto, por exemplo, os Estados Unidos sancionaram nove empresas estatais e integrantes da direção do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP).
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, acusa o governo cubano de utilizar estruturas estatais para sustentar sua influência política e financiar ações consideradas hostis aos Estados Unidos.
Cuba enfrenta crise econômica e energética
As novas sanções chegam em um momento delicado para a economia cubana. O país enfrenta dificuldades no abastecimento de combustível, problemas na rede elétrica e sucessivos apagões.
O governo cubano, por sua vez, critica a política americana e afirma que as sanções contribuem diretamente para o agravamento das dificuldades enfrentadas pela população.
O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, voltou a condenar as medidas de Washington e afirmou que o bloqueio econômico provoca prejuízos à economia e dificulta o acesso a produtos essenciais.
Washington aumenta o cerco
A inclusão de um membro da família Castro entre os alvos das sanções demonstra que a política americana não está limitada apenas às empresas estatais cubanas. A estratégia também busca atingir integrantes da elite política ligada ao regime.
Para Washington, as medidas são uma forma de pressionar o governo cubano por mudanças políticas e econômicas. Havana, entretanto, considera as ações parte de uma política de estrangulamento econômico contra a ilha.
Enquanto os dois governos mantêm posições opostas, a pressão americana sobre Cuba segue aumentando e as novas sanções colocam novamente a família Castro no centro da disputa entre Washington e Havana.



















