Cristian Viana, presidente estadual da legenda, deve ocupar a segunda suplência na chapa; articulação envolveu Celina Leão e Damares Alves
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) fechou um acordo com o Podemos para disputar uma vaga ao Senado Federal pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. Pelo entendimento, o presidente estadual da legenda, Cristian Viana, deverá ocupar a segunda suplência da chapa.
A informação foi divulgada nesta segunda-feira (10) pelo colunista Gustavo Uribe, da CNN Brasil. Segundo a publicação, a composição foi articulada com a participação da governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), e da senadora Damares Alves (Republicanos).
Acordo fortalece composição no DF
Com o entendimento, Cristian Viana, que preside o Podemos no Distrito Federal, deverá integrar a chapa encabeçada por Michelle Bolsonaro na disputa pelo Senado.
Michelle, que foi primeira-dama durante o governo de Jair Bolsonaro, é filiada ao PL e vinha sendo apontada como um dos nomes cotados para disputar uma das vagas do Distrito Federal no Senado.
A articulação para a composição contou, segundo a CNN Brasil, com a participação de Celina Leão e Damares Alves, que teriam atuado nas negociações entre Michelle e o Podemos.
O acordo representa uma composição específica para a disputa no Distrito Federal, sem significar uma aliança nacional entre o Podemos e o PL para a eleição presidencial.
Podemos mantém neutralidade na disputa presidencial
Apesar do acordo firmado em Brasília, o Podemos não declarou apoio nacional à eventual candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República.
Segundo Gustavo Uribe, houve tentativa de aproximação por parte de Flávio Bolsonaro, mas a direção nacional do Podemos decidiu manter uma posição de neutralidade na disputa presidencial.
Diante desse cenário, Flávio Bolsonaro anunciou uma chapa composta exclusivamente por nomes do PL para a corrida ao Palácio do Planalto.
Assim, o acordo entre Michelle Bolsonaro e o Podemos permanece restrito à composição eleitoral no Distrito Federal, enquanto a legenda mantém independência em relação à disputa presidencial nacional.


















