O político do União Brasil, aprovado com 73 votos, volta ao cargo que ocupou entre os anos de 2019 e 2021
O senador Davi Alcolumbre, do União do Amapá, foi eleito neste sábado, primeiro de fevereiro, presidente do Senado Federal para os próximos dois anos. Com a vitória, é a segunda vez que Alcolumbre preside o Senado, e substituirá Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Alcolumbre foi eleito em 2014 e reeleito em 2022 para uma das três cadeiras do Amapá no Senado. Mas a carreira política começou bem antes disso, em 1999, quando Davi assumiu o mandato de vereador de Macapá pelo PDT.
O número mínimo, de 41 votos, foi atingido às 15h12 – e o resultado, proclamado às 15h19. Todos os 81 senadores votaram.
Alcolumbre recebeu 73 votos e ultrapassou, com folga, o mínimo de votos necessários para ser eleito o presidente da Casa. Concorriam contra ele o Astronauta Marcos Pontes (PL-SP), que teve 4 votos, e Eduardo Girão (Novo-CE), que também recebeu 4 votos. O amapaense ficará na Presidência do Senado pelos próximos dois anos.
O senador amapaense conseguiu chegar a essa votação a partir de um arco de alianças que reuniu, em um mesmo bloco, tanto senadores do PT de Lula quando parlamentares do PL de Jair Bolsonaro. Para conseguir tal feito, Davi prometeu dar seguimento a pautas que agradam tanto a petistas quanto a bolsonaristas.
Aos petistas, garantiu aceitar as matérias de interesse do governo – principalmente as da área econômica; aos bolsonaristas, prometeu garantir o avanço de pautas como a anistia a Jair Bolsonaro e aos réus dos atos de 8 de janeiro – como mostramos mais cedo, uma estratégia para reabilitar Jair Bolsonaro politicamente seria a aprovação de um projeto de lei que esvazia a lei da Ficha Limpa; e ao Centrão, Alcolumbre prometeu trabalhar pela liberação de emendas parlamentares, principalmente as de comissão.
O placar final foi:
- Davi Alcolumbre (União-AP): 73 votos – eleito
- Astronauta Marcos Pontes (PL-SP): 4 votos
- Eduardo Girão (Novo-CE): 4 votos
No seu primeiro discurso no cargo, o parlamentar repetiu compromissos contra a polarização e prometeu dar espaço para todos os senadores, independentemente de ideologias e partidos. Ele aproveitou as declarações para celebrar o alto volume de votos recebidos.
“Há exatos seis anos neste Plenário tive a honra de ser eleito para presidir essa Casa com 42 votos. Hoje, seis anos depois, com a unidade política de partidos que pensam diferente o painel marca 73 votos a nossa candidatura. Isso representa claramente o amplo respaldo político que esse Plenário está conferindo ao projeto coletivo que nós construímos”, destacou. “Esse amplo apoio demonstra que o Senado está unido e sabe a direção na qual pretende caminhar”, reforçou, em seguida.
Alcolumbre também afirmou que pretende ser um “construtor de consensos” durante os próximos dois anos. “Continuo sendo um senador, nem maior nem melhor do que ninguém. Não estou em busca de protagonismo, não é isso que me move estar aqui. Quero ser catalisador do desejo desse Plenário e ajudar a construir consensos necessários para melhorar a vida da população brasileira”, disse.
Durante seu discurso, Alcolumbre também prometeu fortalecer o Senado e deu alguns recados ao STF. O principal deles: que pode peitar o Supremo se houver novas limitações ao uso das emendas parlamentares.
“Quero ser claro: é essencial respeitarmos as decisões judiciais, é essencial respeitarmos o papel do Judiciário em nosso sistema democrático, mas é igualmente indispensável respeitar as prerrogativas do Poder Legislativo e garantir a este Parlamento que possa exercer o seu dever constitucional de legislar e representar o povo brasileiro”, disse ele.
Fonte: Redação/ Carta Capital/ comentarista político Weder Salgado



















