Crise no Paraguai: Pedro Alliana assume Presidência após renúncia de Santiago Peña

O cenário político paraguaio passou por uma reviravolta histórica nesta quinta-feira (5/11). Após o pedido de renúncia de Santiago Peña e a pressão popular, o Congresso decidiu rejeitar o impeachment contra o vice-presidente Pedro Alliana, consolidando seu nome para assumir a chefia do Poder Executivo até o fim do mandato em 2028.

O desfecho da crise institucional

Enquanto Santiago Peña viu sua base governista colapsar sob uma votação unânime de 78 a 0 na Câmara dos Deputados, o destino de Pedro Alliana foi diferente. Com 48 votos contra o impeachment e 30 a favor, o Parlamento deu o sinal verde necessário para a sucessão presidencial no Palácio dos López.

O papel do colapso do Ueno Bank

A crise que derrubou o governo teve origem em uma grave falha financeira. A intervenção do Banco Central no Ueno Bank, motivada por empréstimos irregulares e problemas de solvência, bloqueou o dinheiro de cerca de três milhões de pessoas — aproximadamente metade da população do Paraguai.

Conflitos de interesse e renúncia

A situação de Peña tornou-se insustentável devido ao seu histórico como acionista da holding que controlava o banco até 2025. Acusado de favorecimento e má gestão de fundos previdenciários, o ex-presidente renunciou em um pronunciamento oficial, alegando buscar a paz social e a estabilidade do país.

Quem é Pedro Alliana?

Com 52 anos, Alliana é um veterano do Partido Colorado. Sua trajetória inclui uma década na Câmara Federal e a gestão do departamento de Ñeembucú. O novo presidente tem agora a difícil missão de conter a instabilidade política e, principalmente, restaurar a credibilidade do sistema financeiro paraguaio junto aos cidadãos e investidores.

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