“Goiás sofre uma verdadeira perseguição política”: Caiado denuncia descaso de Lula

O Governador afirma que, o presidente se mostra avesso ao contraditório, colocando a pauta política acima dos interesses da população

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado publicou em suas redes sociais na tarde desta segunda-feira (13), sua indignação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que sancionou, com vetos, a Lei 212/25, que cria o Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), que permite a renegociação das dívidas dos estados com a União. Caiado afirmou que pontos barrados reduzem a expectativa de aumento dos investimentos já em 2025 e voltou a deixar aberta a possibilidade de o Estado continuar dentro do Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

As dívidas estaduais somam atualmente mais de R$ 765 bilhões. A maior parte — cerca de 90% — se refere a quatro estados: Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

Caiado afirma que o governo federal de retaliação política contra Goiás, apontando inicialmente o veto a um empréstimo de R$ 700 milhões de Goiás junto ao BID, o cancelamento do projeto do Centro Internacional de Distribuição dos Correios em Anápolis e a ausência de investimentos em obras prioritárias do Novo PAC, como o Centro Oncológico de Referência de Goiás (Cora), que já está 80% concluído, mas sem receber apoio financeiro de Brasília.

Ronaldo Caiado também destacou problemas graves na área da saúde, como a falta de repasses prometidos para o Hospital Estadual de Águas Lindas, inaugurado em 2024, e a manutenção de seis policlínicas estaduais sem contrapartida federal há mais de dois anos. Segundo Caiado, a gestão de Lula coloca interesses políticos acima das necessidades da população, deixando Goiás em uma situação de descaso. “Goiás sofre com uma verdadeira perseguição federal enquanto o Brasil segue à deriva”, afirmou o governador.

Veja a íntegra da publicação de Caiado criticando a perseguição política de Lula a Goiás!

O governo do presidente Lula continua com sua artilharia de retaliação voltada para Goiás. O que antes pareciam ‘tiros políticos’ isolados transformou-se num verdadeiro bombardeio. São inúmeros exemplos.

O veto ao empréstimo de R$ 700 milhões que Goiás faria com o BID, que já havia sido autorizado pela Secretaria do Tesouro Nacional, foi derrubado por uma portaria do ministro Haddad. Teve a derrubada do projeto do Centro Internacional de Distribuição dos Correios, que seria em Anápolis.

Os pleitos do estado não andam. Nenhuma das obras prioritárias elencadas no Novo PAC recebeu sequer um centavo do governo federal. O Cora, que vai tratar crianças com câncer pelo SUS, já está com 80% de suas obras prontas e zero investimento de Brasília. Projetos das novas policlínicas e penitenciárias, prometidas pelo presidente, não saíram do papel.

O Hospital Estadual de Águas Lindas, inaugurado em junho de 2024, até hoje não recebe corretamente recursos do SUS, mesmo tendo a ministra se comprometido a arcar com 50% do custeio. O governo federal tem negligenciado os repasses para a saúde, incluindo medicamentos de alto custo, deixando a conta para o Estado. Temos seis policlínicas atendendo há mais de dois anos sem um centavo de contrapartida da União.

O presidente Lula se mostra avesso ao contraditório, colocando a pauta política acima dos interesses legítimos da população. Goiás sofre com uma verdadeira perseguição federal enquanto o Brasil segue à deriva, com uma política econômica que caminha para o precipício.

Fonte: RedaçãoAconteceGoiás/ Brazil Urgente

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