A polêmica do momento na Câmara Federal gira em torno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que quer extinguir a jornada de trabalho 6×1, ou seja, trabalho em seis dias e um de descanso. A proposta já recebeu o apoio de 134 deputados e precisa de somente mais 37 assinaturas – que somaria 171 – para que o texto seja protocolado. A PEC foi apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP).
O texto propõe uma redução de 44h para 36h por semana o limite máximo de horas trabalhadas. Segundo Hilton, o formato atual não permite ao trabalhador “estudar, de se aperfeiçoar, de se qualificar. profissionalmente para mudar de carreira”.

Já o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) discorda da PEC e afirma que o texto foi “terrivelmente elaborado”. Ele divulgou um vídeo nesta segunda-feira, 11, em que chama de “bizarrice” vários pontos do projeto, e ainda aponta uma conta errada na elaboração de um dos itens. Ele expõe que o projeto prevê expediente de, no máximo, quatro dias por semana, oito horas por dia e 36 horas semanais. Uma jornada de oito horas diárias em quatro dias por semana totalizariam 32 horas semanais, e não 36 horas.
Nikolas recebeu cobrança para assinar a PEC e classificou a pressão como “ataque coordenado” e disse que não vai ceder. O deputado do PL considera a escala 4×3 uma “medida populista” que pode gerar mais inflação no país, e explicou que supermercados e hospitais não conseguem funcionar nesse esquema, terão que demitir pessoal e aumentarão os custos, o que, segundo ele, atingirá os mais pobres.



















