‘Patricinhas do tigrinho’: Influencers são suspeitas de estelionato e lavagem de dinheiro

A cada novo cadastro, as influenciadoras recebiam comissões, permitindo-lhes financiar o estilo de vida de luxo que exibiam

Três influenciadoras são alvo de mandados de busca e apreensão pela operação da Polícia Civil de Goiás que investiga crimes de estelionato, exploração de jogos de azar e lavagem de capitais em Luziânia, na Região do Entorno do Distrito Federal. A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou a operação na manhã desta sexta-feira (6).

Os mandados foram cumpridos contra Carol de Souza, em São José dos Campos (SP), Aline Reis, em Cristalina, na Região do Entorno do Distrito Federal

Conhecidas como as “Patricinhas do Tigrinho”, as mulheres – Ana Carolina de Souza, em São José dos Campos (SP), Aline Tainara Barbosa dos Reis, em Cristalina, na Região do Entorno do Distrito Federal, e Tawane Alexandra Silva dos Anjos, em Luziânia, são acusadas de enganar centenas de seguidores para participar de esquemas fraudulentos, resultando em lucros exorbitantes.

As influenciadoras se tornaram famosas por ostentar uma vida de luxo nas redes sociais, onde exibiam roupas de grife, viagens internacionais, carros importados e imóveis de alto padrão. No entanto, por trás dessas aparências, estava um esquema de jogos de azar fraudulentos.

Foto: g1

Embora os jogos divulgados nas plataformas sociais parecessem legítimos, as investigações indicam que os lucros eram encenações, criadas para atrair mais pessoas a se cadastrar.

“Após as investigações, ficou bastante evidente que elas praticavam estelionato, exploração de jogos de azar e provável lavagem de capitais, tendo em vista os ganhos, a ostentação nas redes sociais”. Declarou o delegado responsável pela operação, Rony Loureiro e informou ao g1 que é possível elas sejam investigadas por organização criminosa.

O trio atraía novos participantes para os jogos ao simular grandes vitórias financeiras e promover a ideia de ganhos fáceis. Contudo, a plataforma apresentada para seus seguidores era diferente da verdadeira, gerando lucro apenas para os responsáveis pelo esquema.

A cada novo cadastro, as influenciadoras recebiam comissões, permitindo-lhes financiar o estilo de vida de luxo que exibiam.

De acordo com a polícia, os crimes de estelionato tem pena de reclusão de um a cinco anos, exploração de jogos de azar, detenção de três meses a um ano ou multa, e lavagem de capitais tem pena de reclusão de três a dez anos.

Informações: Redação/g1

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