Enem: segundo dia de provas trouxe questões de Ciências da Natureza e Matemática

Os dois primeiros domingos de novembro foram marcantes para estudantes do Ensino Médio de todo o país. Cerca de 4,3 milhões de candidatos se inscreveram no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Mas houve abstenção de 30,6% no segundo dia, um pouco abaixo das duas últimas edições (32% no ano passado e 32,1% em 2022), mas acima do índice registrado no primeiro dia, que ficou em 26,6%.

No primeiro dia de provas, a redação era o elemento surpresa, e exigiu conhecimentos sobre os desafios para a valorização da herança africana no Brasil. Já a segunda etapa testou os alunos em 90 questões de biologia, química, física e matemática.

Prova difícil
Conforme a Agência Brasil, os primeiros candidatos que saíram das provas consideraram as questões difíceis. Houve quem disse que, por ainda não ter concluído o ensino médio e estar fazendo a prova apenas para conhecer o teste, não tinha o compromisso de responder todas as questões. E também quem admitiu que, por não saber as respostas, “chutou”.

O professor de língua portuguesa Pedro Henrique Lima Cardoso, de 27 anos, se submete à prova do Enem há quatro anos, “apenas para sentir, em algum grau, o que os estudantes experimentam”. Ele analisa que o teste não é “uma prova puramente interpretativa”. Para o professor, “é uma prova que exige uma série de competências e habilidades. E é também uma prova de resistência”, acrescentou.

Já o estudante da rede pública de ensino, Kris Rian, 18 anos, achou que a prova seria mais difícil. Segundo ele, “algumas das questões eu achei fáceis. Física e matemática pega mais, são um pouco mais difíceis. Na primeira prova, eu acho que fui melhor. Agora é esperar [pelos resultados]”, disse o jovem.

O jornal O Globo trouxe uma lista de questões/temas que se destacaram nas provas desse segundo dia. No elenco, havia tirinha do Calvin em questão de Física, tirinha da Laerte, reforma do Maracanã para a Copa 2024, daltonismo, proteína spike do coronavírus e vacina contra a covid-19, pesticidas e defensivos agrícolas, grafeno, doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, energia solar, microplástico no corpo humano, reciclagem de alumínio, saúde do professor em sala de aula e musculatura de atletas e modalidades olímpicas.

Fonte: Agência Brasil e Jornal O Globo

Foto: José Cruz/Agência Brasil

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