Casos de coqueluche chamam a atenção para cuidados com crianças pequenas e vacinação

Coqueluche é uma doença respiratória infecciosa

Autoridades da área da saúde alertam a população para os casos crescentes de coqueluche no Brasil. Dados do Ministério da Saúde mostram que, entre 2010 e 2020, houve 7.610 casos da doença. A maior parte das infecções ocorreu em crianças menores de um ano, idade com grande vulnerabilidade, já que muitas delas ainda não tiveram a oportunidade de serem vacinadas. Em Goiás, só em 2024 já ocorreram três casos, sendo dois em escolas e um em domicílio. A falta de cobertura vacinal é um dos fatores determinantes no aumento dos casos.

A coqueluche é uma infecção respiratória que provoca crises intensas de tosse seca, irritativa e contínua, que ocorre devido à dificuldade respiratória. Sem tratamento, a enfermidade pode levar a complicações graves e até à morte.

Os últimos óbitos por coqueluche no país ocorreram em 2014, e até 2018 a doença afetava principalmente crianças menores de 1 ano. Mas neste ano de 2024, a faixa etária mais impactada foi de 10 a 14 anos. A principal dificuldade no tratamento da coqueluche é o diagnóstico, já que a patologia pode ser confundida com outras doenças do trato respiratório, como rinites, bronquites e pneumonias.

As principais medidas de prevenção, conforme as diretrizes do Ministério da Saúde, incluem a notificação de casos suspeitos, a vacinação de bebês a partir de dois meses de vida com todas as doses de reforço, das gestantes a partir da 20ª semana de gestação, e até mesmo de pessoas que já tenham sido infectadas. A quimioprofilaxia dos contatos, ou seja, o uso de medicamentos preventivos em pessoas que possam ter sido expostas ao agentes causadores, também faz parte das orientações à população em geral e aos técnicos em saúde.

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