"Essa decisão não tem efeitos imediatos, e irei continuar representando São Paulo e meus eleitores até o encerramento dos recursos cabíveis", disse a deputada.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) cassou o diploma de deputada federal de Carla Zambelli (PL) e também a tornou inelegível por oito anos a partir do pleito de 2022. A decisão, tomada em sessão realizada nesta quinta-feira (30), ocorreu por maioria de votos (5×2) dos desembargadores.

De acordo com o TRE-SP, a deputada federal cometeu uso indevido dos meios de comunicação e a prática de abuso de poder político. A ação foi proposta pela também deputada federal Sâmia Bomfim (Psol), alegando que Zambelli divulgou informações inverídicas sobre o processo eleitoral de 2022.
O julgamento teve início em 13 de dezembro de 2024, quando o relator do processo, desembargador José Antonio Encinas Manfré, votou pela cassação do mandato e pela inelegibilidade de Zambelli. Após um pedido de vista da juíza Maria Cláudia Bedotti, o julgamento foi retomado e concluído nesta quinta-feira.
Em nota ao G1, Carla Zambelli afirmou que o TRE-SP anulou os 946.244 votos que recebeu nas eleições de 2022 e classificou a decisão como “perseguição política”. Ela declarou que recorrerá às instâncias superiores e que continuará exercendo seu mandato até que todos os recursos sejam julgados.
O relator do processo destacou que as ações de Zambelli tiveram repercussão significativa, capazes de influenciar a vontade livre e consciente do eleitor, prejudicando a igualdade na disputa eleitoral. Ele ressaltou que a deputada não apenas compartilhou notícias, mas agiu com “abuso da liberdade de expressão e ato de evidente má-fé” ao publicar desinformação eleitoral em suas redes sociais.
A deputada irá recorrer às instâncias superiores e permanece no cargo até que as possibilidades de recursos sejam esgotadas. “Essa decisão não tem efeitos imediatos, e irei continuar representando São Paulo e meus eleitores até o encerramento dos recursos cabíveis”, disse a deputada.
A decisão do TRE-SP ainda cabe recurso, e a palavra final sobre o caso será do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Fonte: RedaçãoAconteceGoiás/ comentarista político Weder Salgado/ O Hoje



















