"Não podemos esperar outra tragédia para agir. A preservação dessa ponte é uma questão de segurança pública", alerta o engenheiro.
A ponte sobre Rio das Almas na BR-153, no município de Nova Glória, Goiás, está em risco, segundo alerta do engenheiro e professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Rodrigo Carvalho da Mata. O professor comparou o sistema estrutural da ponte com a que caiu sobre o Rio Tocantins, em Estreito, no Maranhão, ambas da década de 60.
“A ponte do Estreito, que rompeu no Maranhão, também foi reforçada dessa maneira. E com o passar do tempo, ela roeu. Com certeza, por ausência de manutenção”, explica.
Rodrigo destacou aspectos críticos, como o papel do dente Gerber e dos apoios na estabilidade, além da evolução das cargas normatizadas. As cargas máximas permitidas passaram de 32 toneladas (NB2, 1950) para até 45 toneladas (NBR 7188), enquanto veículos modernos transportam até 74 toneladas.

Imagens captadas por drones revelam detalhes impressionantes da ponte, demonstrando sua fragilidade diante das condições atuais de tráfego. O professor aponta que, sem ações de reabilitação e reforço imediato, a estrutura corre o risco de colapsar.
A análise faz um apelo às autoridades, incluindo o Governo Federal, o Ministério dos Transportes e o DNIT, para que intervenham rapidamente. “Não podemos esperar outra tragédia para agir. A preservação dessa ponte é uma questão de segurança pública”, enfatiza o professor.
Para ele, dependendo do custo da manutenção, seria mais viável a construção de uma nova estrutura. “Se eu tenho uma ponte que o custo da intervenção de reforço é muito alto, então ela se tornou obsoleta. Eu preciso reconstruir uma nova ponte para demandar as cargas atuais”, afirma.
“Desde 2019, eu tenho trabalhado com informações e pesquisas sobre a malha viária brasileira. E recentemente, no site do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), tem algumas informações lá que existem aproximadamente 700 pontes no Brasil que merecem atenção sobre a autarquia deles”, afirma.
Fonte: Redação/Folha de Jaraguá

















