Wilson Pollara e outros dois ex-servidores da Saúde de Goiânia deixam prisão

A defesa do ex-secretário disse que a partir de agora irá acompanhar o desenrolar das investigações por parte do órgão ministerial

O ex-secretário municipal de saúde de Goiânia, Wilson Pollara foi solto na madrugada deste sábado (7), após ser preso suspeito de irregularidades na pasta. O Ministério Público de Goiás (MP-GO) concluiu que não há motivos para converter a prisão temporária em prisão preventiva.

Outros dois ex-servidores da pasta, Quesede Ayres, ex-secretário executivo, e Bruno Vianna Primo, ex-diretor financeiro, também foram liberados. Eles estavam detidos na Casa do Albergado, desde a operação “Comorbidade”, deflagrada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) no dia 27 de novembro.

A defesa do ex-secretário disse que a partir de agora irá acompanhar o desenrolar das investigações por parte do órgão ministerial, que poderá ou não ofertar denúncia contra Pollara, resultando eventualmente na instauração de uma ação penal pública.

OPERAÇÃO/PRISÃO

O ex-secretário municipal de saúde de Goiânia, Wilson Pollara, foi preso dia (27) de novembro, durante uma operação do Ministério do Ministério Público (MP). O secretário executivo da pasta, Quesede Ayres Henrique, e o diretor financeiro, Bruno Vianna Primo, também foram detidos e conduzidos à Casa do Albergado suspeitos de associação criminosa e pagamento irregular em contrato administrativo no âmbito da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). 

De acordo com o MP-GO, a investigação aponta que os envolvidos concederam vantagens indevidas em contratos, ao ignorar a ordem cronológica de pagamentos e causar prejuízos ao erário público. Durante a operação, os promotores revelam que foram encontrados R$ 20.085,00 em dinheiro na posse de um dos investigados.

Foi determinado ainda o afastamento cautelar e, consequentemente, a suspensão do exercício das funções públicas dos três investigados.

Além das práticas criminosas, o MP-GO pontuou que o esquema agravou a crise na saúde pública de Goiânia. Isso, conforme os promotores de Justiça, teria afetado o repasse de verbas a entidades como a Fundação de Apoio ao Hospital das Clínicas (Fundahc).

Fonte: Redação/g1/Bastidores

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