Entre os problemas apontados, estão a falta de medicamentos essenciais, condições insalubres e a insegurança nas instalações
Em meio ao caos que a Saúde Pública de Goiânia está enfrentando, os médicos credenciados à Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (SMS), anunciaram a paralisação dos atendimentos em razão da precariedade das condições de trabalho, a partir da próxima segunda-feira, (9). No mês passado, o Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego) também realizou uma paralisação, interrompida após a Prefeitura atender às demandas.
Os profissionais cobram abastecimento de insumos, medicamentos, produtos de saúde, segurança, equipamentos e exames laboratoriais necessários ao atendimento dos assistidos. A (SMS) ainda não se manifestou sobre a questão.
As reivindicações desta nova paralisação vão além da regularização dos pagamentos atrasados. Os profissionais destacam a precariedade das condições de trabalho nas unidades de saúde, incluindo os Centros de Atendimento Integral à Saúde (CAIS), Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Unidades Básicas de Saúde (UBSs).
Entre os problemas apontados, estão a falta de medicamentos essenciais, condições insalubres e a insegurança nas instalações.
Os médicos também denunciam a ausência de repasses ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o que compromete benefícios e direitos trabalhistas, como aposentadoria e licença médica. “Estamos há meses trabalhando em condições degradantes e sem garantias de que nossos direitos sejam respeitados”, afirmou um médico que preferiu não se identificar.
O Sindicato dos Médicos se comprometeu a se manifestar oficialmente ainda nesta quarta-feira, 4. Outro ponto crítico levantado pelos profissionais é a falta de segurança nas unidades de saúde, que têm registrado episódios de violência contra médicos e pacientes.
“Não é possível prestar atendimento de qualidade quando há risco constante de agressão”, comentou uma médica que atua em uma UPA. A escassez de medicamentos também foi amplamente discutida. “Sem insumos básicos, a população não recebe o atendimento adequado, e nós ficamos de mãos atadas. Isso é desumano”, desabafou.
Informações: Redação/Diário da Manhã

















