A direita ligada ao Ex- presidente Jair Bolsonaro do (PL) mostrou sua força nas eleições municipais, saindo do primeiro turno com um forte alcance e expressivo em todo o país. Em 17 das 26 capitais em disputa, candidatos apoiados pelo ex-presidente foram eleitos ou estão no segundo turno. Em contraste, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT conseguiram levar apenas 7 candidatos para a próxima fase.
Deputados da direita celebraram os resultados, apontando que essa força crescente pode ser decisiva para derrotar o presidente Lula e a esquerda na próxima eleição presidencial. Esse cenário promete influenciar as eleições de 2026, quando estarão em jogo cargos como deputado, senador, governador e presidente. Com esse resultado, o PL se consolidou como a quinta maior força municipal do Brasil. O partido obteve destaque ao reeleger o prefeito de Maceió e se prepara para disputar o segundo turno em 23 cidades, incluindo Fortaleza e Belo Horizonte.
“O Brasil está mostrando nas urnas que deseja mudança. As pessoas estão cansadas do caos social e do autoritarismo disfarçado de democracia.” Silvia Waiãpi (PL-AP) destacou. Já Sargento Gonçalves (PL-RN) afirmou que “o Brasil está acordando para uma agenda mais conservadora e patriótica”, ressaltando que a direita fala diretamente ao coração do povo.
Na maior cidade do país, São Paulo, o atual prefeito, Ricardo Nunes (MDB), apoiado por Bolsonaro, ficou em primeiro lugar com 29,4% dos votos, avançando para o segundo turno contra Guilherme Boulos (PSOL), que teve 29%. O candidato Pablo Marçal (PRTB) atraiu parte da direita, mas ficou fora da disputa com 28,1%. O PT, que não lançou candidato em São Paulo, apoia Boulos e colocou a ex-prefeita Marta Suplicy como vice. A alternativa da esquerda mais competitiva, Tábata Amaral (PSB), ficou em quarto lugar, com menos de 10% dos votos.
Esses resultados refletem uma polarização acentuada e podem sinalizar o que está por vir nas próximas eleições.



















