O Brasil perdeu, nesta quinta-feira (3), uma de suas vozes mais emblemáticas: Cid Moreira, jornalista, locutor e apresentador, faleceu aos 97 anos. Internado em um hospital de Petrópolis, no Rio de Janeiro, Cid tratava uma pneumonia que, somada a outras complicações de saúde, acabou por vencê-lo. A notícia foi confirmada por sua esposa, Fátima Sampaio, que, visivelmente abalada, desabafou sobre a luta travada durante o último mês ao lado do marido: “A idade chega para todos, e com ela, desafios que nem sempre conseguimos vencer”, disse ao programa Encontro, da TV Globo.
Com uma carreira que atravessou décadas, Cid Moreira tornou-se uma figura indispensável na memória coletiva dos brasileiros. Foram cerca de 8 mil edições do Jornal Nacional apresentadas por ele, que entrou para a história ao ser o primeiro âncora do noticiário mais assistido do país. Desde 1947 no jornalismo, Cid foi uma referência de seriedade e compromisso com a informação.
Além da pneumonia, Cid também enfrentava problemas renais e, nos últimos anos, precisou se submeter a sessões regulares de diálise. Por conta disso, o casal se mudou para mais perto do hospital, onde Cid recebia o tratamento necessário. Fátima esteve ao seu lado durante toda a batalha, até seus últimos momentos.
Cid Moreira não foi apenas um apresentador de telejornal; ele foi uma voz que ecoou durante gerações, informando e conectando milhões de brasileiros à realidade do país e do mundo. Hoje, o Brasil se despede desse ícone, cuja voz seguirá ressoando na história da comunicação.


















