Após o encerramento das eleições de 2026, o cenário político no Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo. Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito carioca e candidato ao governo do estado, anunciou que vai levar ao Supremo Tribunal Federal (STF) o pedido para que a eleição estadual seja revista, defendendo a realização de um segundo turno contra o governador eleito, Douglas Ruas (PL).
O cerne da disputa: anulação de votos de Garotinho
A polêmica gira em torno da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que invalidou a candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos). Com essa medida, os mais de 270 mil votos recebidos pelo candidato foram desconsiderados na contagem final. Sem esses votos na conta, Douglas Ruas alcançou 50,88% dos votos válidos, superando a maioria absoluta e garantindo a vitória logo no primeiro turno.
Argumentos jurídicos de Paes
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Paes apela à Constituição Federal. Ele argumenta que, sem a maioria absoluta dos votos válidos considerando o cenário original das urnas, o segundo turno seria obrigatório. Para o ex-prefeito, a vontade do eleitor fluminense foi frustrada pela exclusão dos votos de Garotinho, que impediu o debate democrático entre os dois candidatos mais votados em uma nova rodada eleitoral.
Contexto político e a demora no recurso
Muitos se perguntam por que a contestação jurídica não aconteceu antes. Eduardo Paes explicou que preferiu não judicializar a questão imediatamente após o primeiro turno para evitar ruídos durante o período em que o país estava focado na definição da presidência da República. Enquanto Paes caminhou ao lado da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário, Douglas Ruas, esteve alinhado a Flávio Bolsonaro (PL).
Agora, resta acompanhar como o STF avaliará essa tese, que promete agitar os bastidores da política estadual e levantar debates importantes sobre a contagem de votos e as regras eleitorais vigentes no Brasil.


















