Você sabia que o Brigadeiro poderia ter mudado a história do Brasil?

Quando pensamos em brigadeiro, a maioria dos brasileiros logo lembra das festas de aniversário, dos encontros de família ou mesmo de um momento doce no final de semana. Mas você sabia que esse bolinho de chocolate tão amado tem uma história curiosa e até política por trás de seu nome?

O brigadeiro surgiu no Brasil no final da década de 1940, numa época de efervescência política e grande mudança social. Em 1945, o militar e político Eduardo Gomes, que tinha a patente de brigadeiro na Aeronáutica, concorreu à Presidência da República pelo partido União Democrática Nacional.

Eduardo Gomes era conhecido por seu carisma: alto, charmoso e solteiro. Sua campanha criativa colocou em circulação um slogan que ficou famoso entre as mulheres eleitoras:

“Vote no brigadeiro, que é bonito e solteiro.”

Doce político ou doce popular?

Inspiradas por esse jargão político, as apoiadoras de Eduardo resolveram criar um docinho para arrecadar fundos para a campanha. Elas misturaram ingredientes simples leite condensado e chocolate em pó e assim nasceu o que hoje chamamos de “docinho do brigadeiro”.

Apesar do esforço, o brigadeiro não garantiu a vitória nas urnas: Eduardo Gomes perdeu a eleição, conquistando cerca de 35% dos votos mas não se saiu bem o bastante para chegar à Presidência.

Um legado doce e eterno

O que começou como estratégia de campanha política acabou se transformando em um dos símbolos culinários mais fortes do Brasil. O brigadeiro — composto tradicionalmente de leite condensado, cacau em pó e manteiga conquistou o paladar nacional e hoje faz parte de praticamente toda celebração brasileira: aniversários, casamentos, festas de fim de ano e até eventos mais sofisticados têm sua versão gourmet.

Sua popularidade é tão grande que existem variações por todo o país, incluindo versões com chocolates diferentes, versões prestígio, branco (chamado carinhosamente de beijinho quando com coco) e até versões com sabores inusitados, como pistache ou café.

Embora o nome “brigadeiro” seja tão popular no Brasil, ele carrega diretamente a memória de uma eleição e de uma figura histórica. Ele nasceu não por causa do doce em si, mas por conta de um título militar que acabou se tornando um ícone cultural e que hoje, literalmente, derrete o coração de milhões de brasileiros.

Coluna: Entretenimento e Cultural / Texto e Curadoria: Débora Lais
Contato: @deboralaisrodri / Imagens: Internet


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