Vice-governador aparece com mais de 42% das intenções de voto para 2026; partidos como PL, PT e PSDB já discutem alianças para tentar conter favoritismo do emedebista
A mais recente pesquisa do instituto AtlasIntel sobre a corrida pelo Governo de Goiás em 2026 caiu como uma bomba nos bastidores da política goiana. O levantamento mostrou o vice-governador Daniel Vilela (MDB) em uma posição de larga vantagem, com 42,3% das intenções de voto no principal cenário estimulado.
O resultado foi recebido com desânimo pela oposição, que vê cada vez mais difícil reverter a tendência de crescimento do emedebista, apoiado pelo governador Ronaldo Caiado (União Brasil).
Cenário eleitoral
Na pesquisa, os principais adversários de Vilela aparecem tecnicamente empatados, mas muito atrás do líder:
- Wilder Morais (PL) – 16,5%
- Marconi Perillo (PSDB) – 15,6%
- Adriana Accorsi (PT) – 15,4%
Com margem de erro de dois pontos percentuais, os três disputam o segundo lugar, mas não ameaçam a liderança isolada do vice-governador. Quando associado ao nome de Caiado, Vilela sobe para 43,5%, reforçando a percepção de que a transferência de votos do governador será um fator decisivo na eleição.
PL dividido: manter candidatura ou apoiar Vilela?
O desempenho fraco dos nomes bolsonaristas acendeu um debate interno no PL. Embora o senador Wilder Morais não ultrapasse 16,5%, e o deputado federal Gustavo Gayer chegue a 25,4% em um cenário, ambos estão muito distantes de Vilela.
Diante disso, cresce a pressão de uma ala pragmática do partido para abrir mão da candidatura própria e apoiar o emedebista em troca de espaço na chapa majoritária, principalmente a disputa ao Senado.
A avaliação é que, ao garantir a eleição de um senador bolsonarista com apoio do MDB e de Caiado, o PL evitaria uma derrota dupla, preservando sua força em Goiás e no Congresso Nacional.
PSDB e PT cogitam aliança improvável
No caso do PSDB e do PT, o risco é de ficarem irrelevantes na disputa. Com Marconi Perillo (15,6%) e Adriana Accorsi (15,4%), a soma das intenções de voto das duas legendas ainda não ameaça diretamente Vilela, mas abriria espaço para um segundo turno.
Nos bastidores, tucanos e petistas já discutem a possibilidade de uma aliança inédita no estado. A ideia é formar um polo de oposição mais robusto e tentar conter a força da máquina governista.
A união, apesar de difícil do ponto de vista ideológico, é vista como única saída para evitar uma derrota no primeiro turno e manter relevância política em Goiás.
Conclusão
A pesquisa AtlasIntel confirma o favoritismo de Daniel Vilela e coloca a oposição em xeque. Entre um PL dividido e a improvável união de PSDB e PT, o cenário atual pavimenta o caminho para uma vitória emedebista, talvez já no primeiro turno, consolidando a força da aliança entre Vilela e Caiado em Goiás.
Fonte: AtlasIntel Pesquisas Redação: Jornalista e Comentarista Político Weder Salgado
Fotos: Divulgação

















