SD e PRD oficializam federação e miram fortalecimento político para 2026

Comando ficará com Ovasco Resende; aliança defende centro democrático, mira bancada no Congresso e pode apoiar Caiado à Presidência

O Solidariedade (SD) e o Partido Renovação Democrática (PRD) oficializaram nesta quarta-feira (25), em Brasília, a formação de uma federação partidária. Ovasco Resende, atual secretário executivo do PRD, assumirá a presidência da federação, enquanto Paulinho da Força (SD) ficará com a vice.

Segundo Jorcelino Braga (PRD), secretário-geral do partido, a Executiva Nacional será composta por oito membros, divididos igualmente entre as duas siglas. A coordenação geral da federação será definida futuramente. “Essa federação nasce com base na verdade, transparência e ética”, afirmou Braga.

A cerimônia contou com a presença de diversas lideranças, como o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), a deputada federal Magda Mofatto, e os deputados estaduais Cristiano Galindo, Wagner Camargo Neto e Coronel Adailton.

A federação, que reunirá uma bancada de 12 deputados federais, defende uma posição de centro democrático. O ex-senador José Reguffe criticou a polarização política atual e afirmou que o grupo preencherá um espaço vazio no debate nacional. Já a deputada Marília Arraes (SD) avaliou que a união fortalece ambas as legendas: “É uma federação que teve a capacidade de unir lideranças”.

Apesar de historicamente ligada ao sindicalismo e à base do governo Lula, a nova aliança se aproxima da direita e pode declarar apoio ao governador Ronaldo Caiado (União Brasil) como pré-candidato à Presidência em 2026. Segundo Paulinho da Força, o nome de Caiado é um dos favoritos.

Em Goiás, no entanto, a federação pode provocar a saída da deputada federal Magda Mofatto, que avalia se transferir para o PL por não se sentir favorecida na nova composição. No plano estadual, o movimento é visto como uma tentativa de fortalecer as legendas para 2026 e também de superar a cláusula de barreira. O SD tem quatro deputados estaduais e o PRD, um.

Para Wagner Neto, a federação representa uma saída estratégica para ampliar a força política no estado e no Congresso. O Coronel Adailton destacou que a união é resultado de um diálogo longo e reforça o compromisso com uma atuação robusta e equilibrada. “Vamos montar chapas fortes tanto para federal quanto para estadual”, afirmou.

Fonte: Redação / Comentarista Político Weder Salgado
Foto: Divulgação

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