5 Doenças e Transtornos que o Excesso de Telas Pode Causar em Crianças

O brilho das telas de tablets e smartphones tornou-se a paisagem visual predominante da infância moderna. No entanto, o que muitos pais interpretam como um momento de “distração inofensiva” está, na verdade, moldando o desenvolvimento biológico e cognitivo de uma forma sem precedentes. Estudos da neuropsicologia clínica e centros de pesquisa internacionais, como a Universidade de Harvard e o National Institutes of Health (NIH), acendem um alerta crítico: o excesso de exposição digital está diretamente ligado ao surgimento de patologias físicas e psíquicas.

Abaixo, elencamos cinco dos principais riscos e transtornos que a ciência já cataloga como subprodutos da hiperconectividade precoce.

1Transtornos de Atenção e Sintomas de TDAH

A neuropsicologia explica que o cérebro infantil possui alta plasticidade. Ao ser exposto a vídeos curtos e estímulos visuais rápidos, o sistema de recompensa é inundado por dopamina. Esse bombardeio constante acostuma o cérebro a um ritmo acelerado, tornando atividades de baixo estímulo como ler um livro ou ouvir um professor extremamente entediantes. Estudos sugerem que o uso de telas por mais de duas horas diárias dobra o risco de desenvolvimento de sintomas compatíveis com o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

2 – A Epidemia de Miopia Digital

Não são apenas os neurônios que sofrem; a estrutura ocular também está em risco. O fenômeno conhecido como “Miopia Digital” ocorre porque o olho da criança, ainda em crescimento, adapta-se para focar apenas em objetos próximos. A falta de exposição à luz solar (que ajuda na regulação do crescimento do globo ocular) e o esforço visual contínuo têm levado a um aumento drástico nos casos de miopia severa em pré-escolares, conforme apontam dados da Organização Mundial da Saúde (OMS)

3 – Insônia e Distúrbios do Ritmo Circadiano

A luz azul emitida pelos dispositivos inibe a produção de melatonina, o hormônio responsável por preparar o corpo para o repouso. Em crianças, isso é devastador: sem o sono profundo, o cérebro não consegue consolidar a memória nem realizar a “limpeza” de toxinas neurais. O resultado é uma geração de crianças irritadiças, com baixo rendimento escolar e cansaço crônico.

4-Atraso no Desenvolvimento da Linguagem

Estudos realizados no Canadá e nos EUA (estudo ABCD) revelaram uma correlação direta entre o tempo de tela e o atraso na fala. A linguagem é um processo social que exige interação face a face, observação de expressões e resposta em tempo real. A tela é uma via de mão única; ela entrega conteúdo, mas não exige resposta, o que atrofia as áreas do córtex responsáveis pela comunicação verbal e pela empatia.

5. Ansiedade e “Depressão Digital”

Mesmo em crianças pequenas, a dependência do dispositivo gera crises de abstinência. A retirada do aparelho provoca acessos de raiva e ansiedade desproporcionais. Além disso, a exposição precoce a padrões estéticos e sociais irreais em redes sociais tem antecipado diagnósticos de depressão e baixa autoestima, criando um isolamento social profundo, onde a criança perde a capacidade de brincar de forma criativa e autônoma.

O Papel do Equilíbrio

A solução não é a demonização da tecnologia, mas a curadoria do tempo. Especialistas recomendam a “higiene digital”: estabelecer horários fixos, priorizar brincadeiras ao ar livre e, acima de tudo, garantir que as refeições e o período que antecede o sono sejam zonas totalmente livres de dispositivos. Proteger a infância hoje é garantir a saúde mental e física do adulto de amanhã.

Fazer a higiene do sono também é muito importante pois, o sono é o regulador fundamental do organismo , operando como um pilar de saúde tão vital quanto a nutrição e o exercicio físco.

Coluna: Psicologia /Ciência / Texto e Curadoria: Débora Lais
Contato: @deboralaisrodri / Imagens: Internet / Café Fest 2026

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